Habilidades e Teorias



O documentário demonstra como eram estabelecidas as habilidades em seus públicos internos. A habilidade conceitual era representada pelos CEO’s e diretores, lidando com ideias e conceitos, influenciando os demais ao seu redor, analisando, diagnosticando e preparando a empresa para situações futuras. A alta cúpula da Enron, não exerceu essa habilidade com eficácia, já que usou de má fé a confiança conquistada. A habilidade humana era representada pelos gerentes e supervisores financistas, lidavam diretamente com os corretores analisando e compreendendo suas atividades, estimulando-os a exercer um trabalho cada vez mais eficaz. Os corretores por sua vez, representam a habilidade técnica, realizando as operações pertinentes a seu oficio.

É possível perceber que, das quatro teorias estudadas, ao menos uma característica podemos encontrar no modelo de administração da Enron. Vejamos:

Teoria da administração cientifica Taylor
     Teoria caracterizada pela abordagem a nível operário (não empresarial), fragmentação de tarefas e produção em massa (padronização, racionalização do trabalho e movimento ordenado do produto). Essa teoria não foi aplicada diretamente pela Enron, mas sim pelos terceirizados de finanças e construtoras.

Teoria Clássica de Fayol
   O planejamento, a organização, direção e controle foram aplicados de maneira superficial, pois, as técnicas contábeis utilizadas não permitiam o controle futuro diante de sua subjetividade. No entanto, as funções administrativas eram bem delimitadas.

Teoria burocrática de Weber
     O tipo de relação de autoridade utilizado era o Racional-legal. No entanto, a autoridade carismática pode ser exemplificada no documentário, quando cita sobre o cargo de Embaixador da Desregulamentação transmitido para Ken Lay por George W. Bush pai, já havia uma relação de negócios e cumplicidade politica entre si, levantando a suspeita de troca de favores.

Escola das Relações Humanas de Mayo
     O foco no colaborador em si também é uma característica presente na administração da companhia, pois os superiores estimulavam o ego de seus funcionários. No entanto, utilizavam do próprio poder para direcioná-los – e porque não dizer obriga-los – a investirem seus rendimentos dentro da Enron e em nenhuma outra empresa a mais. Outro fator que se opõem  da teoria da Escola das Relações Humanas é o método de verificação de potencial que foi inserido na empresa, o CRP Comitê de Revisão da Performance, que levanta a teoria da lei do mais forte, o funcionário era obrigado a derrubar o outro para permanecer e crescer na Enron.

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