A Enron se utilizava de diversas ferramentas
de comunicação dirigida, as quais serviam para decidir como a empresa iria se
comportar diante dos seus funcionários e seus públicos ou até mesmo, para
esconder suas fraudes nas práticas contábeis:
·
Emissão de relatórios
Com dados falsos para enganar os
seus funcionários, estes que acreditavam plenamente na prosperidade e força da empresa de tal forma que para eles todo aquele lucro era real.
·
Por meio de competições de golf e jogos
radicais, os CEO'S realizavam reuniões disfarçadas
As reuniões tinham como objetivos apresentar balanço periódico, analisar
a posição atual da empresa e expor soluções para possíveis problemas. No caso da
empresa Enron, os superiores procuravam, além disso, extrair vantagens daquelas
situações;
· Informes publicitários
Ferramenta usada para tornar a empresa conhecida ao público,
apresentando-se como uma organização de respeito e confiança. Este informe foi utilizado em revistas e jornais de finanças e horários
estratégicos na televisão. O objetivo foi
alcançado, tanto que, no seu declínio
teve repercussão maior, também, devido a visibilidade que a Enron buscou inicialmente, atraindo diversos públicos
de interesse.
·
Elaborava eventos institucionais
Por meio
disso, fechava negócios com seus investidores. Os eventos institucionais consistiam em viagens e jogos de golfe com a presença
dos CEO’s e diretores. Geralmente pouco se discutia sobre trabalho, no entanto,
esses encontros serviam para estreitar a relação entre eles e políticos e bancários influentes. Assim, essa ferramenta serviu
tanto para o publico interno, quanto externo.
· Email corporativo
Por meio dessa ferramenta a Enron se comunicava com seus colaboradores.
· Streaming (fluxo de mídia)
Utilizou essa ferramenta para armazenar o entretenimento na sua rede global
de banda larga, avançando e gerando mais lucro para empresa;
·
Comunicado de Imprensa
A Enron anunciava os rendimentos dos lucros. Um
exemplo: “Rendimentos sólidos para o segundo trimestre de 2000. O negócio está
em crescimento – ganhando força. Os lucros excedem as expectativas, nunca em
melhor forma, muito entusiasmado com o futuro.”
·
Disponibilizou no seu site a "Sala de
Imprensa"
A ferramenta disponibilizava informações sobre seu passado e o presente a
fim de se esforçar para devolver o dinheiro dos credores inocentes da empresa e também passar a imagem de uma empresa "transparente".
·
Implementou no em 2000 a "Enron Broadband Services
Promovendo para os clientes
uma fonte de serviços e telecomunicações para que se sentissem ouvidos, importantes, parte integrante da empresa.
· Por meio de conferências os CEO's se comunicavam
A Enron fazia conferências
em grandes auditórios nas próprias instalações da empresa. As conferências eram
sempre um bastante teor de descontração. Essa ferramenta era utilizada, também,
para expor resultados da empresa. Em algumas conferências eram entregues até
prêmios aos funcionários e coligados externos.
Todas as ferramentas utilizadas foram aplicadas de forma adequada no processo da empresa até a queda do “castelo de carta”, pois por 16 anos a Enron sustentava-se com suas finanças que haviam sido sonegadas por meio de práticas contábeis subjetivas e outros esquemas ilícitos. Por muito tempo, o resultado das suas manipulações financeiras foi eficaz, mas era uma utopia achar que uma empresa de tamanho gigantesco sustentada em mentiras e falcatruas, sem um mínimo de ética nunca viria a cair por terra, uma vez que seus números não batiam, as contas não fechavam.
As ferramentas foram muito bem aplicadas, não é a toa que ficou tanto tempo em atividade sem que nada fosse percebido, mas, as mesmas ferramentas que por tantos anos foram colaboradoras do sucesso se tornaram inimigas no momento em que algumas delas se tornaram provas de fraudes cometidas pela Enron.

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